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CEO mundial da Nissan anuncia fábrica de motores em Resende, RJ

Motor 1.6 16V de 111 cv flex será feito, com capacidade de 200 mil/ano. Versa e March são prioridades para nacionalização, diz Carlos Ghosn.

CEO mundial da Nissan anuncia fábrica de motores em Resende, RJ O brasileiro Carlos Ghosn, CEO mundial do grupo Renault Nissan, anunciou nesta segunda-feira (6) que a Nissan terá uma fábrica de motores em Resende (RJ), na área em que constrói uma nova planta para produção de carros. A empresa escolheu o bloco 1.6 16V, de 111 cavalos de potência, que deverá abastecer tanto o hatch March quanto o sedã Versa, modelos anunciados para a nova fábrica. Do total já anunciado de R$ 2,6 bilhões de investimento em Resende, R$ 140 milhões serão destinados à fabricação de motores. A inauguração é prevista ainda para o primeiro semestre deste ano. A capacidade de produção será de 200 mil motores por ano, mesma quantidade referente aos carros. “Temos a esperança que um dia haverá um terceiro modelo na produção, mas nossa prioridade serão March e Versa”, disse Ghosn, em sua primeira visita à fábrica carioca. O complexo industrial terá 2 mil funcionários; destes, 1.500 já estão fazendo treinamento. Do total, 140 serão destinados à produção de motores. O hatch March será atualizado em breve pela montadora, ganhando uma reestilização frontal e uma leve repaginada no interior. Já o Versa terá a nacionalização como principal novidade em 2014. Atualmente, ambos são trazidos do México, isentos do imposto de importação devido a acordo comercial com o Brasil. A Nissan, no entanto, não divulgou se as primeiras unidades dos carros nacionais já estarão equipadas com motores feitos em Resende. Com 15,2 kgfm de torque, o propulsor 1.6 terá índice de nacionalização de 50% a princípio, que deve aumentar com a passagem do tempo. “Nossa prioridade é ter um aumento de produção e qualidade de produto”, afirmou Ghosn. Sobre a possibilidade de produzir motores de outras cilindradas, o CEO da Nissan disse que o Brasil possui taxas diferentes, comparadas a outros mercados mundiais. "Se o governo reduzir as taxas para motores maiores que 1 litro, podemos pensar na possibilidade", comentou Ghosn. Nissan quer conquistar 5% do mercado Com a inauguração da nova marca, a Nissan espera aumentar sua participação no mercado, que em 2013 foi de 2,2%. “O objetivo para 2016 é ficar com mais 5% do mercado para a Nissan”, apontou Ghosn. “Antes, nossa ofensiva era trazer carros do México, mas era transitório, não seria possível continuar assim para crescer”, disse Ghosn. “Juntas, Renault e Nissan já alcançaram 10% do mercado brasileiro, a nossa próxima meta é de 15%”, enfatizou o CEO. “Com a Renault na ponta e a Nissan sendo líder entre as japonesas”, completou. Questionado sobre a possibilidade de vender modelos Datsun no Brasil, Ghosn disse que ainda não há esta possibilidade. “Não temos previsão de ter modelos da Datsun dentro do Brasil, primeiros queremos fazer a Nissan crescer. Estou falando sobre um prazo de cinco anos”, acrescentou. Quanto aos carros elétricos, tema sempre na pauta das duas empresas, o CEO afirmou que "fazem parte do futuro desta indústria, mas, no caso do Brasil, ainda não sabemos como vai ser. Mesmo que o Brasil tenha uma base perfeita, com as hidrelétricas". CEO comenta o caso do Vasco Pela primeira vez, o CEO Carlos Ghosn fez comentários sobre o cancelamento do patrocínio do Vasco, após briga envolvendo torcedores vascaínos e do Atlético Paranaense pelo Campeonato Brasileiro 2013. “O Brasil recebeu muitas ligações da matriz sobre o caso. Queremos proteger a marca e melhorar a imagem da companhia, não colocar dúvidas”, disse Ghosn. “O que aconteceu para nós é inaceitável, não podemos elencar esta violência com a imagem da empresa”, completou François Dossa, presidente da Nissan do Brasil.