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Primeiro-ministro do Japão visita santuário ligado ao imperialismo

Atitude despertou críticas de países vizinhos e dos EUA. Abe disse que visita não representa venerar criminosos de guerra.

Primeiro-ministro do Japão visita santuário ligado ao imperialismo   O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, visitou de surpresa nesta quinta-feira (26) o santuário de Yasukuni, em Tóquio, vinculado ao passado militarista do país. A visita suscitou duras críticas de países asiáticos que sofreram com o domínio colonial japonês durante o século 20 e até do aliado Estados Unidos. O político conservador escolheu precisamente o dia em que completa um ano de mandato para comparecer pela primeira vez como chefe de governo ao polêmico recinto, que consagra milhões de caídos durante conflitos armados entre 1853 e 1945 e 14 notórios criminosos da Segunda Guerra Mundial. Abe, que também foi chefe de governo entre 2006 e 2007, nunca tinha visitado Yasukuni como primeiro-ministro, mas o fez em mais de uma ocasião quando foi ministro porta-voz no gabinete do ex-primeiro-ministro Junichiro Koizumi. "É um mal-entendido pensar que esta visita significa venerar criminosos de guerra. Não se trata disso. Simplesmente fui ao santuário apresentar meus respeitos por causa do meu primeiro ano no cargo", disse Abe após realizar uma breve oração no interior do recinto. "Orei pelo descanso daqueles que perderam sua preciosa vida pelo Japão na guerra", acrescentou antes de assegurar que não tem intenção de incomodar países vizinhos como China e Coreia do Sul com a visita. "Com minha decisão queria mostrar meu propósito de que o Japão nunca volte a participar de nenhuma guerra", afirmou o primeiro-ministro do Japão, que ressaltou que se esforçará para conseguir que Pequim e Seul "possam entender o objetivo desta visita". Os governos da China e da Coreia do Sul costumam protestar energicamente cada vez que um ministro do governo japonês comparece ao santuário xintoísta. Esta é a primeira visita de um primeiro-ministro do Japão a Yasukuni desde a de Junichiro Koizumi em 2006.