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Governista pede voto da classe média no fim da campanha no Chile

Evelyn Matthei encerrou a campanha em Temuco, ao sul de Santiago. Ex-presidente Bachelet é favorita no segundo turno deste domingo.

Governista pede voto da classe média no fim da campanha no Chile   A candidata governista Evelyn Matthei encerrou nesta quinta-feira (12) sua campanha para o segundo turno da eleição presidencial chilena, no próximo domingo, pedindo o voto da classe média. Acompanhada por figuras jovens e emergentes da direita chilena, Matthei, ex-ministra do Trabalho do presidente Sebastián Piñera, encerrou a campanha com um comício na cidade de Temuco, 800 km ao sul de Santiago. "Quero mudanças revolucionárias para nosso país. E sabem por que serão revolucionárias?! Queremos ter como principal foco do nosso governo a classe média", disse Matthei para cerca de mil pessoas. "Não podemos permitir que venham fazer experiências que deram resultados tão negativos em outros países", destacou Matthei, em referência ao programa de reformas proposto por sua adversária e ex-presidente socialista Michelle Bachelet. "Acredito profundamente que os chilenos devem se sentir muito orgulhosos do que estamos construindo (...). O Chile é um dos melhores países da América Latina", afirmou Matthei, enfatizando sua promessa de continuidade das políticas de Piñera. A candidata governista não prometeu mudanças profundas no sistema político e econômico que se mantém como herança da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), diferentemente de Bachelet, que propõe uma nova Constituição, uma reforma tributária e educação universitária gratuita no prazo de seis anos. A última pesquisa, da Universidade de Santiago e do Instituto Ipsos, aponta 63% das intenções de voto para Bachelet, contra 33,7% para Matthei. Para o segundo turno estão inscritos 13,4 milhões de eleitores, mas o voto não é mais obrigatório no Chile e a abstenção no primeiro turno foi de 44%, segundo dados do governo.