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Educação de A a Z (INDEPENDÊNCIA)

Não subestime as capacidades da criança.

Educação de A a Z (INDEPENDÊNCIA)

Incentivar a independência das crianças significa ajudá-las a se tornarem adolescentes e adultos mais seguros e confiantes. Para que isso aconteça, os pais não devem subestimar a capacidade dos filhos em fazer as coisas sozinhos, mas sim orientá-los a ter responsabilidade, dando limites e transmitindo valores aos pequenos.

Quando bebê, a criança é totalmente dependente dos pais. À medida em que cresce, ela deve aprender a realizar certas tarefas sozinha, de acordo com sua idade e suas possibilidades.

Pode-se começar com coisas pequenas, deixando o filho se trocar sozinho, tentar amarrar o sapato ou aprender a usar os talheres. Em seguida, conforme for crescendo, deixá-lo ir sozinho a uma festinha ou permitir que vá à padaria, por exemplo, são boas iniciativas.

Embora a violência nos centros urbanos torne difícil permitir que as crianças saiam sozinhas de casa, os pais devem ter em mente que colocá-las em uma redoma não vai prepará-las para enfrentar os perigos. O importante é instruir os filhos sobre as precauções necessárias para evitar que algo ruim aconteça a eles, seja na rua ou dentro de casa.

Qual a melhor idade para deixar os filhos andarem sozinhos? Pais devem observar responsabilidade, segurança e autonomia para incentivar as crianças a darem os primeiros passos sem supervisão

Cedo ou tarde, seus filhos vão andar com as próprias pernas. Talvez mais cedo do que espera a maioria dos pais. A grande dúvida é qual a idade adequada para as crianças caminharem sem companhia de um adulto. Para a psicóloga Sandra Fortunato, a principal pista vem da observação de sinais de maturidade em seus filhos. “Quando não há mais necessidade de pais e mães mandarem tomar banho, escovar os dentes, fazer os deveres de casa e arrumar a mochila, é possível iniciar o processo”, indica a profissional.

A adaptação começa com a criança fazendo pequenos percursos e assumindo responsabilidades, como uma ida ao jornaleiro ou ao supermercado sem que precise atravessar a rua. “Delimitar distâncias nesse primeiro momento é fundamental”, explica Sandra. Em seguida, a psicóloga sugere atravessar ruas de pouco e muito movimento com a supervisão dos pais e depois sozinho.

Descobrir o mundo

O comportamento, no entanto, não é regra. Algumas crianças podem não ter essa responsabilidade toda, mas sabem quando a situação é de perigo e se mostram alertas. Esse também é um ótimo indício de que elas estão preparadas para essa nova etapa. “Todo esse processo acontece quando a criança começa a deixar a infância para enfrentar a puberdade. Ocasião em que os pais devem ouvir com frequência ‘eu quero descobrir o mundo’ dos pré-adolescentes”.

Dicas de segurança

Segundo o Coronel Ibis, assessor de imprensa da Polícia Militar, o ideal é que pais não deixem seus filhos andarem sozinhos antes dos 12 anos. “O processo deve ser gradual e acompanhado de muito diálogo”. - Os pais devem fazer pelo uma vez com seus filhos o trajeto que os mesmos farão sozinhos.

- As crianças devem evitar a aproximação de estranhos assim como presentes e convites de pessoas desconhecidas.

- Ao andarem de ônibus, devem pedir ajuda ao cobrador ou ao motorista para saber o momento em que se aproxima o ponto em que devem ficar.

- No caminho para o ponto de ônibus, após a escola, devem procurar andar junto com as crianças da sua idade ou classe que fazem o mesmo trajeto.

- É importante que as crianças fiquem atentas à possibilidade de estarem sendo seguidas ou muito observadas. Caso se sintam ameaçadas, devem procurar um policial, guarda municipal ou comércio próximo.