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EDUCAÇÃO DE A a Z (GUERRA ENTRE IRMÃOS)

Brigas são naturais na infância, mas pais devem ensinar a colaboração entre filhos

EDUCAÇÃO DE A a Z (GUERRA ENTRE IRMÃOS)

As brigas entre irmãos são naturais na infância e, normalmente, envolvem ciúme dos pais, disputa por brinquedos ou coisas pequenas e rotineiras, como quem pegou o carrinho de quem. Os adultos, em geral, devem deixar que os filhos acertem as diferenças sozinhos, observando de perto os procedimentos adotados por cada um.

Somente se a situação sair de controle deve-se intervir. Depois de acalmá-los, esclareça o acontecido e faça com que peçam desculpas um ao outro, para se reaproximarem de novo, como irmãos. Se as discussões são constantes, vale também propor jogos em que possam agir em dupla, reforçando o vínculo de amizade entre eles.

A chegada de um novo irmãozinho também pode aumentar a tensão. Para evitar este tipo de problema, os pais devem fazer o mais velho participar desde o início da gravidez, enfatizando a alegria do momento, a importância que ele terá como irmão mais velho e o fato de que ele terá um companheiro. Depois que o bebê nascer, deixe-o segurar, ajudar a dar banho, escolher a roupinha e opinar sobre a decoração do quarto.

Preparando o terreno para a chegada do irmãozinho Mães contam como lidaram com os ciúmes, expectativas e birras dos filhos mais velhos durante a gestação do irmão caçula

Se o nascimento do primeiro filho traz à tona um turbilhão de novidades, a chegada do segundo estimula expectativas e ansiedades bem diferentes. Os pais já se sentem bem mais seguros na execução dos cuidados diários – troca de fraldas, banhos, amamentação – e até mesmo a razão dos choramingos é mais facilmente identificada. O que há de novo mesmo neste cenário é o comportamento do primogênito.

Crises de ciúmes, rivalidade, “retrocesso”, agressividade e birras são algumas manifestações pela “perda do trono”. Nessa hora, é muito comum as mães se sentirem divididas e ao mesmo tempo sobrecarregadas. Mas, como alerta a psicóloga Débora de Oliveira, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa de Infância e Família (NUDIF) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, os pais devem ser tolerantes com a criança neste período de maior estresse para ela. “Estes comportamentos tendem a ser abandonados gradativamente, caso não haja uma supervalorização dessas atitudes por parte dos pais”, ressalta.

Dicas de especialistas na área infantil e de família devem ser consideradas, principalmente quando a insegurança fala mais alto que a própria intuição. Mas como, quando se trata de filhos, não existem fórmulas mágicas nem manuais, vale apostar na experiência espirituosa de mães que souberam preparar muito bem o terreno do primogênito para a chegada do caçula.

Karina Pires, mãe de Maria, 3, priorizou a sinceridade e a manutenção da rotina da mais velha quando Valentim, hoje com cerca de dois meses, nasceu. Ainda grávida, conversou muito com a filha. “Falei que o médico ia cortar minha barriga, o bebê ia sair e ela teria que ficar com o papai e a vovó. Mas fiz questão que ela continuasse indo para a escola. Pedi também que a professora trabalhasse a questão do irmão com ela. E foi ótimo, porque ela foi superelogiada por todos durante esse período”, conta orgulhosa.

Ajustando as expectativas

Para o primogênito, esperar nove meses para ter um irmãozinho parece uma eternidade. Amenizar as expectativas, aproveitando o tempo da gravidez para vivenciar momentos inesquecíveis com o primeiro filho, torna o momento especial para todos da família. Mãe de Helena, 6 e de Heitor, 3, Ana Carolina Hassenpflug encheu o tempo da segunda gestação com novidades para a primogênita. “Enquanto o bebê ia ganhando um quarto, o mesmo acontecia com ela. Transformamos tudo antes do Heitor chegar. Também a levamos ao Beto Carrero World, onde ela se divertiu muito. E ela teve sua primeira festa de aniversário num buffet infantil. Aconteceu tanta coisa bacana que ela não tinha nem como se sentir de lado”, disse a mãe.

Desenhar na barriga, tirar fotos com a mãe e ser o porta-voz da chegada do irmãozinho também são atitudes que ajudam o primeiro filho a se sentir tão importante e fundamental quanto o irmãozinho que está para chegar.

E se, apesar de todos os esforços, vier a pergunta: para quê outro filho? “Uma boa resposta é dizer que foi tão gostoso, tão bom ser mãe dele ou dela (do primeiro filho), que a mamãe quis ter outro. A chegada do segundo deve ser valorizada como uma experiência muito legal”, conclui Ana Cristina Marzolla, psicóloga e professora doutora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.Ajustando as expectativas

Para o primogênito, esperar nove meses para ter um irmãozinho parece uma eternidade. Amenizar as expectativas, aproveitando o tempo da gravidez para vivenciar momentos inesquecíveis com o primeiro filho, torna o momento especial para todos da família. Mãe de Helena, 6 e de Heitor, 3, Ana Carolina Hassenpflug encheu o tempo da segunda gestação com novidades para a primogênita. “Enquanto o bebê ia ganhando um quarto, o mesmo acontecia com ela. Transformamos tudo antes do Heitor chegar. Também a levamos ao Beto Carrero World, onde ela se divertiu muito. E ela teve sua primeira festa de aniversário num buffet infantil. Aconteceu tanta coisa bacana que ela não tinha nem como se sentir de lado”, disse a mãe.

Desenhar na barriga, tirar fotos com a mãe e ser o porta-voz da chegada do irmãozinho também são atitudes que ajudam o primeiro filho a se sentir tão importante e fundamental quanto o irmãozinho que está para chegar.

E se, apesar de todos os esforços, vier a pergunta: para quê outro filho? “Uma boa resposta é dizer que foi tão gostoso, tão bom ser mãe dele ou dela (do primeiro filho), que a mamãe quis ter outro. A chegada do segundo deve ser valorizada como uma experiência muito legal”, conclui Ana Cristina Marzolla, psicóloga e professora doutora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.