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EDUCAÇÃO DE A a Z (CHUPETA)

Não existe consenso sobre o uso da chupeta. Mas, para tirá-la, o ideal é não fazer barganhas

EDUCAÇÃO DE A a Z (CHUPETA)

Não existe consenso sobre a vantagem da chupeta como tranquilizante. Na maioria das vezes, ela é contraindicada pelos pediatras. Mas alguns recomendam o uso pontual.

Para o pediatra Fabio Ancona, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, a chupeta não deve ser usada em nenhuma ocasião, pois interfere negativamente na arcada dentária e pode atrapalhar o período de amamentação, ocasionando até o desmame precoce.

Segundo o pediatra Marco Antônio de Paula Ramos, da Unifesp, a chupeta pode interferir positivamente no quadro de ansiedade de algumas crianças em casos pontuais, contribuindo para deixá-las mais tranquilas. Ele aconselha, no entanto, consultar sempre o pediatra para verificar a real necessidade do uso do objeto e pegar indicações de modelos anatômicos.

Se a criança já adquiriu o hábito e o objetivo é tirar a chupeta, o ideal é mostrar, aos poucos, que aquilo não é bom. Primeiro, comece insistindo para que seu filho deixe a chupeta de lado enquanto estiver acordado. Depois, vá convencendo-o a fazer o mesmo de noite. É importante valorizar o esforço da criança a cada etapa vencida, para estimulá-la a seguir adiante.

Oferecer presentes em troca da retirada da chupeta nem sempre é uma tática eficiente. Assim que “enjoar” do presente, a criança pode voltar a pedir o objeto. O melhor mesmo é convencê-la de que ela pode ficar bem sem a chupeta.

Como ajudar seu filho a largar a chupeta

O ideal é que a chupeta vá saindo da vida da criança aos poucos, substituída por outros interesses e novos recursos para distraí-la e acalmá-la. Mas como esse processo não se dá de forma natural em todas as famílias, os profissionais sugerem alternativas para eliminar o hábito quando a criança completa dois anos de idade.

Além das medidas clássicas como a troca por um brinquedo ou a entrega ao Papai Noel, o pediatra Evandro Roberto Baldacci ensina amarrar a chupeta com um cordão curto na cama ou no berço para que a criança vá até o quarto e só a use quando sentir necessidade.

A criança começa a se incomodar com o hábito por precisar trocar a brincadeira pela chupeta e aos poucos vai reduzindo o número de vezes e o tempo das chupadas até desistir do trabalho e abandonar totalmente a chupeta. O cordão curto também reduz a sucção durante a noite, pois a chupeta escapa da boca quando a criança se vira e ela vai largando. Para o pediatra, o importante é não proibir a criança de usar a chupeta de uma hora para outra, mas limitar o acesso para que ela decida quando parar.

Mostrar para a criança que chupar chupeta não é coisa para a idade dela é uma dica da neuropediatra Márcia Pradella-Hallinan. E uma maneira de fazer isso é sugerir à criança que ela dê a chupeta para um bebezinho que precisa.

Foi o que fez Aline Daniel para convencer a filha Vicky, de 3 anos, a largar a chupeta. Diante da insistência da dentista para eliminar o hábito, a mãe disse que faria a menina entregar a chupeta para o Papai Noel, mas foi convencida de que o Natal estava muito longe e o prazo já estava esgotado.

A mãe percebia as alterações no posicionamento dos dentes e os lábios “mais caídos” da filha e relacionava o jeito de a menina falar, “como bebezinho”, ao uso da chupeta. Ciente da necessidade, resolveu convencê-la a entregar a chupeta para a priminha que estava para nascer. Vicky “ficou abalada” e precisou de uma atenção maior da mãe quando ia dormir. Ganhou momentos gostosos com músicas e histórias e nunca mais chupou chupeta depois de deixar a sua naquela maternidade.