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Ex-presidente da Alstom presta depoimento no Ministério Público

José Luiz Alqueires foi ouvido como testemunha pelos promotores. Empresa é suspeita de pagamento de propina e formação de cartel em SP.

Ex-presidente da Alstom presta depoimento no Ministério Público     O ex-presidente da empresa francesa Alstom, suspeita de pagar propina para servidores do governo de São Paulo em troca de benefícios em contratos, prestou depoimento na tarde desta quarta-feira (27) no Ministério Público de São Paulo. osé Luiz Alqueires foi ouvido como testemunha pelos promotores que investigam possíveis irregularidades na compra e manutenção de trens do estado. Segundo denúncias, ocorreu formação de cartel envolvendo a companhia alemã Siemens e outras empresas para vencer a concorrência para a compra e reforma de trens durante os governos dos tucanos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra. O ex-presidente da Alstom saiu da Promotoria sem falar com a imprensa. Alstom O pagamento teria ocorrido para viabilizar um contrato entre a empresa francesa e a então estatal de energia do estado, a EPTE. De acordo com o inquérito da Polícia Federal, a irregularidade ocorreu porque a companhia de energia obteve um crédito no exterior, junto ao banco francês Société Générale, de R$ 72,7 milhões, para adquirir equipamentos do grupo Alstom. A Polícia Federal ressalta que a contratação do crédito milionário foi feita sem licitação. E só foi possível porque a Alstom idealizou um esquema de pagamento de suborno para funcionários públicos paulistas, para recompensá-los pela aprovação do contrato. De acordo com o documento da PF, o esquema de pagamento usava pessoas com empresas no exterior que recebiam recursos do grupo Alstom "para depois repassá-los aos beneficiários finais, servidores públicos do governo do Estado de São Paulo, no primeiro semestre de 1998". Nessa época, o estado era governado por Mário Covas, do PSDB. Uma das contas, segundo o inquérito, era de Jorge Fagali Neto. A PF diz que naquela época, "embora fosse diretor financeiro dos Correios, há evidências de que ele tinha livre trânsito por todas as secretarias de estado". A Polícia Federal afirma ainda que Jorge Fagali Neto "integrou o esquema de distribuição de valores para agentes públicos paulistas que ele mantinha conta não declarada no exterior e que ocultou a origem de valores recebidos em virtude de pagamento de propinas, também no exterior". Por isso, ele foi um dos indiciados. Outra empresa no exterior utilizada para lavar o dinheiro da propina foi a MCA Uruguay. De acordo com reportagem publicada nesta quinta-feira (8) pelo jornal “O Estado de S. Paulo, "o dono da MCA, Romeu Pinto Junior, confessou à Polícia Federal ter servido de intermediário do pagamento de propinas a funcionários públicos paulistas a mando da Alstom e por meio da MCA".