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G20 propõe medidas ambiciosas para maior crescimento

Previsão é que medidas aumentem o PIB do grupo em 1,8% até 2018. Investimento em infraestrutura é um dos destaques do acordo.

G20 propõe medidas ambiciosas para maior crescimento

Os países do G20, que reúne as 20 maiores economias do mundo, apresentaram neste domingo (21) uma proposta que inclui uma série de medidas para aumentar em 1,8% o valor de seu PIB nos próximos cinco anos, ao fim de uma reunião na Austrália.

Reunidos durante dois dias em Cairns, na costa leste australiana, os ministros das Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do G20 apresentaram a proposta do crescimento adicional com a aplicação de reformas e investimentos, um objetivo que haviam fixado em fevereiro em Sydney. A Austrália preside este ano o G20.

"Análises preliminares do FMI-OCDE indicam que estas medidas aumentarão nosso PIB coletivo em 1,8% adicional até 2018", afirma o comunicado final da reunião.

Para alcançar a meta, os países do G20, que representam 85% do comércio mundial e dois terços da população do planeta, chegaram a um acordo sobre mil medidas, em particular investimentos em infraestruturas, reformas financeiras e iniciativas para desenvolver os negócios comerciais e econômicos.

Os ministros, que prepararam o terreno para a reunião de chefes de Estado e de Governo de novembro em Brisbane, também na costa leste do país, se comprometeram a criar uma Iniciativa Global sobre Infraestruturas, na realidade uma base de dados, para trocar informações sobre projetos e investimentos de "qualidade".

"O investimento é essencial para incentivar a demanda e aumentar o crescimento", afirma o comunicado.

"A iniciativa também incluirá medidas chave em nossas estratégias de crescimento para melhorar a segurança, fundamental para atrair a participação do setor privado", completa o texto.

Ao mesmo tempo, no entanto, o anfitrião do encontro, o ministro australiano das Finanças, Joe Hockey, afirmou que o "G20 reconhece que muitas decisões e ações para que a economia continue crescendo são difíceis".

"Mas continuamos determinados a intensificar o crescimento e os países querem utilizar todos os instrumentos macroeconômicos - políticas monetária, fiscal e estrutural - ao nosso alcance para tornar realidade este desafio", disse.

FMI: políticas para crescer

Ao fim da reunião, a diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, defendeu a adoção de políticas econômicas que contribuam para o crescimento.

"Apesar da recuperação mundial, o ritmo de crescimento é baixo e irregular, em parte pelas tensões geopolíticas e os riscos de turbulências nos mercados financeiros. Por isto é essencial promover políticas econômicas que contribuam para um crescimento mais sólido da atividade econômica e do emprego", disse Lagarde.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Jack Lew, fez um apelo para que a Eurozona adote medidas para incentivar a demanda e realize as reformas estruturais necessárias para o crescimento de sua economia.

"As discussões durante o fim de semana chegaram a um consenso crescente de que a Europa precisa fazer mais para que sua economia cresça", disse Lew

"O que ficou demonstrado com a experiência americana é que as medidas para incentivar a demanda a curto prazo e as reformas estruturais a longo prazo são uma combinação importante, e não a escolha entre uma ou outra", destacou.

Na semana passada, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) alertou que a frágil recuperação da Eurozona afeta a economia mundial.

A OCDE reduziu em 0,4% a previsão de crescimento do PIB da Eurozona para este ano, a 0,8%, em meio aos riscos geopolíticos e financeiros na Ucrânia e Oriente Médio.