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Confiança do consumidor entre julho e agosto cai 4,3%, diz FGV

Nível de confiança registrado neste mês é o pior desde abril de 2009. Expectativas para o futuro e avaliação do cenário atual puxaram queda.

Confiança do consumidor entre julho e agosto cai 4,3%, diz FGV

O nível de confiança dos consumidores alcançou, entre julho e agosto, o menor patamar desde abril de 2009, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgada nesta segunda-feira (25). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) teve queda de 4,3%.

De acordo com a FGV, a queda foi influenciada pela avaliação dos consumidores sobre a situação econômica geral, o que contribuiu em cerca de 60% para o resultado negativo do índice. “A confiança do consumidor diminui e decepciona aqueles que esperavam a reversão da tendência de queda iniciada em 2012. Novamente o resultado foi influenciado pela insatisfação dos consumidores com o estado geral da economia”, afirma em nota Viviane Seda, coordenadora da pesquisa.

O ICC passou de 106,9 para 102,3 pontos entre julho e agosto. Em abril de 2009, o índice era de 99,7 pontos. Já o indicador que mede o grau de satisfação dos consumidores com a economia no momento caiu 13,6% em relação a julho, passando de 75,7 para 65,4 pontos. Este também é o pior resultado desde abril de 2009, quando o índice era de 56,5 pontos.

A proporção de consumidores que avaliam a situação econômica como "boa" diminuiu de 16,7% para 12,5%. Enquanto isso, a taxa dos que apontam o cenário como "ruim" cresceu de 41% para 47,1%.

Também foi divulgado o resultado do Índice da Situação Atual (ISA), que caiu 5,1%, para 107,2

pontos. É o menor nível desde maio de 2009, quando o indicador atingiu 103 pontos.

 

Expectativa para os próximos meses

A queda do indicador que mede as expectativas para a economia mostrou que há pessimismo dos consumidores em relação aos próximos meses. O índice que avalia o grau de otimismo caiu 3,9%, para 90,8 pontos. A proporção de consumidores que acreditam em melhora do cenário econômico diminuiu de 22,9% para 22,1%. Já a dos que têm previsão de piora cresceu de 28,4% para 30,3%.

A pesquisa também divulgou o Índice de Expectativas (IE), que diminuiu 1,1%, passando a 100,1 pontos. Este é o pior resultado desde março de 2009, quando a pontuação era de 97,6.