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Para 69% da população, houve forte alta de preços nos últimos 6 meses

Pesquisa da Fiesp analisou percepção sobre inflação de mil pessoas. 87% dos entrevistados declararam que o salário não tem compensado.

Para 69% da população, houve forte alta de preços nos últimos 6 meses

Um estudo da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) mostra que a maioria dos brasileiros vem sentindo o avanço da inflação no país. Para 69% da população, houve grandes aumentos de preços nos últimos seis meses.

Entre os itens citados na pesquisa como os que mais sofreram variações de preços, alimentação e bebidas foi citado por 90% dos entrevistados, seguido por habitação (44%) e alimentação fora do domicílio (30%).

Diante desses avanços, 87% dos entrevistados declararam que o salário “não tem compensado o aumento de preços”.

Na análise das faixas de renda, a pesquisa mostra que a percepção de grandes aumentos na classe AB atinge 67%; na C, também 67% e na DE, 70%.

Segundo o critério do grau de instrução, 72% dos analfabetos ou com primário incompleto ou completo dizem sentir a inflação. Entre os que têm ginásio incompleto ou completo, cai para 68%, entre os que possuem colegial completo ou incompleto, sobe para 69% e entre os que tem curso superior incompleto ou completo, recua para 63%.

Na sondagem por faixa etária, a inflação está alta para 66% das pessoas com idades entre 16 e 24 anos, para 72% daquelas entre 25 e 34 anos, 69% entre 35 e 44 anos, 70% entre 45 e 59 e 65% para quem tem 60 anos ou mais.

O objetivo da pesquisa é levantar a opinião dos entrevistados a respeito de suas percepções quanto à inflação e suas possíveis causas e consequências. Foram ouvidas mil pessoas em todas as regiões do país entre os dias 17 e 31 de maio.

 

Juros e inflação

Mesmo diante desse cenário, 89% dos entrevistados não concordam com o aumento de juros como forma de controle da inflação. Entre aqueles com renda familiar superior a R$ 1.800, essa proporção chega a 93% das pessoas ouvidas.

Em suas próprias vidas, 45% dos entrevistados acreditam que o principal impacto do aumento da taxa de juros é o desestímulo em contrair novas dívidas, enquanto 38% apontam a elevação do valor das dívidas contraídas como o principal impacto.