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Milho tem preço abaixo do custo de produção e do valor mínimo em MT

Entrada do grão "novo" faz preços caírem no estado. Saca da safrinha é vendida na média a R$ 12 e os custos chegam a R$ 18.

Milho tem preço abaixo do custo de produção e do valor mínimo em MT

Enquanto a colheita da segunda safra de milho avança em Mato Grosso - chegando a quase 10% da área total - os produtores esperam uma melhora no cenário de preços para a saca do cereal. Os atuais valores não estimulam a comercialização.

De acordo com o indicador do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o preço médio no estado está calculado em R$ 12, estando abaixo do custo de produção (R$ 18/saca) para materiais de alta tecnologia, bem como do preço mínimo praticado pelo governo (R$ 13,56).

Entre os fatores que estão impactando na queda nos preços estão a oferta de milho no mercado, a partir das produções dos demais estados, além da grande produção de milho nos Estados Unidos, de acordo com o setor produtivo.

"A colheita sendo grande o preço será menor por causa da oferta. Dessa forma, os compradores dão uma segurada", afirma o produtor rural Laércio Lenz, de Sorriso, no médio-norte mato-grossense. Em sua propriedade foram plantados 650 hectares com o milho safrinha e pelo menos metade foi colhida.

Até o momento, Lenz vendeu 20% da produção. Mas a maior parcela dos negócios foi fechada em um período em que a segunda safra do cereal ainda não havia começado. "Tinha comercializado o milho ainda na época da colheita da soja porque não havia uma certeza ou definição sobre o milho. O que iria plantar, os investimentos, por exemplo. Como apareceram preços na ordem de R$ 15 a saca eu comercializei", disse o agricultor ao G1

Lenz vendeu menos que a média registrada no município onde produz. Em Sorriso a venda da safrinha chegou a 35%, segundo o Sindicato Rural. "Quem está vendendo está cumprindo contratos", pontuou ainda o produtor rural, que preside também o sindicato da categoria.

Em todo o estado a comercialização alcançou 25,6% até o início de junho, conforme levantamento do Imea. O percentual está inferior ao registrado no igual período de 2013, época em que chegava a 28,7%.

A temporada 2013/14 deve consolidar uma baixa no volume a ser colhido. A queda de 31,6% ocorre influenciada pelos menores investimentos safra realizados neste ano, materiais de menor tecnologia, além das adversidades climáticas (excesso de chuva na época da colheita da soja), bem como a semeadura do cereal fora do período ideal.

Estimativa do setor produtivo é retirar dos campos 15,4 milhões de toneladas do milho segunda safra. Um ano antes foram 22,5 milhões de toneladas, uma marca histórica para a produção desta cultura.