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Produtores de trigo do RS estão preocupados com o futuro da safra

Chuva forte está atrasando o plantio das lavouras. Isenção de imposto para importação do cereal também desanima.

Produtores de trigo do RS estão preocupados com o futuro da safra Os produtores de trigo do Rio Grande do Sul estão preocupados com o futuro da safra deste ano. De um lado, a chuva forte está atrasando o plantio das lavouras, de outro, está uma medida do governo que isenta de imposto a importação do cereal. O trabalho no campo foi trocado pela limpeza da ponte que dá acesso à casa de sete famílias na zona rural de Erechim, norte do estado. O estrago foi provocado pelas fortes chuvas e o clima agora preocupa os produtores de trigo.   Além do atraso no plantio e da chance do clima ruim afetar o desenvolvimento das lavouras, os produtores têm ainda uma outra preocupação: a decisão do Governo Federal de zerar a alíquota de importação do trigo. A maior oferta do produto deve desvalorizar o grão produzido e estocado aqui. “Esta é uma medida que não beneficia o país, nem o agricultor e nem a indústria. Esta é uma medida que beneficia exclusivamente o setor de importação. Não tem sentido uma ação dessas quando nós temos no estado ainda 800, 850 mil toneladas de trigo de boa qualidade. O que nós precisamos é uma maneira de escoar o produto retido no Rio Grande do Sul”, diz o produtor João Silveira.   A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil terá de importar 5,5 milhões de toneladas de trigo este ano, uma redução de 18% na comparação com o que foi importado no ano passado. A estimativa leva em conta o aumento da produção do cereal em 2014. A importação de trigo com tarifa zero será limitada a 1 milhão de toneladas e seria uma forma de segurar a inflação. Para os produtores, a medida vai desestruturar a cadeia produtiva. De acordo com a Associação Gaúcha dos Cerealistas, o Rio Grande do Sul juntamente com o Paraná, tem quase 2 milhões de toneladas de trigo estocadas desde a safra passada, quantidade suficiente para abastecer o mercado brasileiro por dois meses. As cerealistas até concordam com a medida do governo, mas acham que foi precipitada.