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Mecanização das lavouras de café reduz oferta de emprego em MG

Pouca gente de fora da região foi contratada nesta safra. Sindicato dos Trabalhadores Rurais diz que uma máquina substitui três pessoas.

Mecanização das lavouras de café reduz oferta de emprego em MG No sul de Minas Gerais, a mecanização da colheita do café está reduzindo o número de trabalhadores no campo. Pouca gente de fora da região foi contratada nesta safra. Em uma fazenda em Cabo Verde, no sul do estado, há pouco mais de 120 mil pés de café plantados. Em anos anteriores, cerca de 50 trabalhadores do norte de Minas e de outros estados, como o Paraná, eram contratados, mas nesta safra, a colheita está sendo feita por apenas 15 apanhadores da região. Só em Cabo Verde, o número de trabalhadores contratados para a colheita do café caiu mais de 75%. A cidade que costumava ter em média 6,5 mil safristas na época de colheita, esse ano, não terá mais de 1,5 mil. O motivo é um equipamento, conhecido popularmente como "mãozinha".   Todos os trabalhadores da fazenda estão utilizando a máquina. Para eles, o equipamento oferece inúmeras vantagens, mas a principal é que eles conseguem colher bem mais. Renato Lima de Sousa espera colher mais de 8 mil sacas de café este ano. Ele sempre contratou cerca de 250 apanhadores de café, vindos principalmente do norte de minas, mas este ano, vai precisar de apenas 100. “A tendência é minimizar isso porque o café subiu de preço, mas os custos subiram também”, diz.   Nem todo mundo está feliz com o equipamento. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, cada máquina  tira o emprego de pelo menos três pessoas. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Campos Gerais e Três Pontas, dois dos maiores municípios produtores de café, informa que a queda na contratação já chega a 55%.