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Praga prejudica plantações de goiaba em Petrolina, PE

Nematoide se alimenta da seiva e deixa os galhos secos. Folhas ficam com cores diferentes e as frutas, pequenas demais.

Praga prejudica plantações de goiaba em Petrolina, PE Agricultores do sertão de Pernambuco estão colhendo a safra da goiaba e a proliferação de nematoides, um parasita que ataca as plantas, ainda é o grande problema. É início da primeira colheita de goiaba do ano no Vale do São Francisco, em Petrolina, Pernambuco, mas nas lavouras, a situação não é nada boa. O agricultor José Nunes conta que está tendo problemas com o nematoide, que se alimenta da seiva e deixa os galhos secos, as folhas com cores diferentes e as frutas, quando chegam a nascer, estão pequenas demais. O nematoide da goiabeira causa problemas para os produtores do Vale desde 2007. Nesta época, o produtor José Nunes tinha seis hectares e colhia até 18 toneladas de goiaba. Desde então, ele teve que destruir parte da plantação para tentar controlar o parasita. Nos dois hectares que sobraram, o produtor mal consegue tirar uma tonelada e meia. O quilo da fruta está saindo por R$ 1, mesmo preço pago na safra passada. Adauto Valença, agrônomo da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), explica que não é possível acabar com o parasita, mas que existem formas de tentar amenizar os prejuízos. “No início do plantio, precisa obedecer os critérios técnicos de adubação e elevar o teor de matéria orgânica”, diz. Mesmo com a ameaça do nematoide na região, produtores estão apostando no cultivo e novas plantações estão surgindo. Em uma delas, que tem pouco mais de um ano, observando alguns cuidados, as goiabeiras conseguem se manter saudáveis. Raimundo João Araújo tem 4 hectares e criou uma estratégia para tentar combater o nematoide. Ao redor de cada goiabeira, ele colocou uma boa quantidade de esterco de bode. A matéria orgânica serve de alimento para o parasita e, consequentemente, ele não ataca as raízes. O agricultor espera colher 10 toneladas da fruta. “Estou animado, daqui vai sair os alimentos da gente e vou conseguir algum lucro”, diz.