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Peru suspende importação de carne do Brasil após caso de vaca louca

Doença foi confirmada em um animal criado em Mato Grosso. Restrição de 180 dias foi publicada em diário oficial peruano.

Peru suspende importação de carne do Brasil após caso de vaca louca

O Peru suspendeu por 180 dias as compras de carne bovina brasileira após ocorrência de um caso de vaca louca em bovino, identificado em animal de Porto Esperidião, sudoeste de Mato Grosso. A resolução do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), ligado ao Ministério da Agricultura e Irrigação, foi publicada na edição dessa quarta-feira (07) do Diário Oficial peruano.

Com a decisão, as permissões sanitárias para importação de produtos como carnes, miúdos e vísceras de bovinos, foram canceladas, com exceção daquelas mercadorias que já passaram por inspeção sanitária anteriormente à restrição.

De acordo com o governo peruano, o embargo poderá ser reduzido ou ampliado de acordo com as informações recebidas do Brasil sobre o resultado final de investigação da vaca louca e as medidas para garantir o comércio seguro de mercadorias restritas.

 

Esta foi a primeira restrição imposta por algum país. Na final da semana passada, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) confirmou que os exames feitos no Brasil pelo laboratório nacional agropecuário (Lanagro) estavam corretos e que o animal doente apresentava o príon, proteína causadora da vaca louca. A análise foi feita em um laboratório referência da OIE em Weybridge, na Inglaterra. 

Ainda resta saber a tipificidade do caso em Mato Grosso, ou seja, se foi típico ou atípico. O governo brasileiro diz ser o caso atípico, já que o animal era criado exclusivamente a pasto e não morreu em função do problema.

 

Entenda o caso

A fêmea de 12 anos foi encaminhada para abate em São José dos Quatro Marcos, em 19 de março, mas apenas no frigorífico ela apresentou distúrbios neurológicos que indicam sinais da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB).

Um fiscal do Mapa notou que a fêmea estava caída, a excluiu da fila de abate rotineiro na empresa e adotou os primeiros procedimentos em casos dessa natureza: abate, coletar amostra de material encefálico e encaminhar para análise laboratorial para a EEB.

O governo brasileiro classificou o episódio como atípico porque, segundo ele, a fêmea já em idade avançada era criada no sistema extensivo e tinha sua dieta baseada no pasto. De acordo com o governo, produtos derivados desse bovino não ingressaram na cadeia alimentar humana.