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Lançamentos imobiliários sobem 13% no país em 2013, aponta estudo

Rio de Janeiro e São Paulo representam 51% do total, com R$ 46 bilhões. Desvalorização não vai existir, afirma diretor da Lopes no RJ.

Lançamentos imobiliários sobem 13% no país em 2013, aponta estudo   O mercado nacional de lançamentos imobiliários teve crescimento de 13% em 2013 em comparação ao ano anterior. Ele foi estimado em R$ 90 bilhões no Valor Geral de Vendas (VGV), de acordo com o Anuário do Mercado Imobiliário Brasileiro divulgado pelo Grupo Lopes. Rio de Janeiro e São Paulo se destacaram com 51% do montante, com R$ 33 bilhões e R$ 13 bilhões, respectivamente. O VGV é a soma do valor que a venda de todas as unidades de um empreendimento a ser lançado pode gerar. Por exemplo, um prédio com 10 apartamentos com valor estimado de venda de R$ 100 mil cada tem um VGV de R$ 1 milhão. Isso não significa que o valor das vendas será de R$ 1 milhão, por conta de alterações dos preços durante as vendas. "As mudanças na estrutura familiar e nos hábitos dos brasileiros impulsionam o mercado, pois o aumento do número de solteiros, casais sem filhos e pessoas da terceira idade mudaram e aumentaram a demanda, assim como a crescente preocupação com a mobilidade urbana. O Brasil possui a quinta maior população do mundo com 200 milhões de habitantes e vive o chamado bônus demográfico, período em que a população ativa é mais numerosa que a inativa, o que amplia significativamente a demanda por imóveis", analisou a diretora geral de atendimento, Mirella Parpinelle. Para o diretor da Lopes no Rio de Janeiro, Fábio Pacheco, o cenário na capital fluminense é positivo e a desvalorização dos imóveis não é uma hipótese a ser considerada pelo grupo. “Desvalorização não vai existir. O que aconteceu nos últimos 4, 5 anos foi uma euforia. A gente já sabia que essa euforia do mercado não seria uma vida inteira. A gente só saiu da euforia para o otimismo e dentro do otimismo, temos que analisar as opções que temos de investimento”, afirmou Pacheco.   "A proporção dos mercados se deve ao tamanho da população e do PIB. Enquanto a RMSP tem quase 12 milhões de habitantes e PIB de R$ 471 bilhões, a RMRJ abriga 6,5 bilhões de pessoas e R$ 202 bilhões de PIB", concluiu Parpinelle.   Dentre as unidades lançadas no país, 79% são apartamentos com média de R$ 385 mil a R$ 5.560 por metros quadrados, 9% superior a 2012, que registrou R$ 5.110 por metro quadrado. A amostra é composta por 1.579 empreendimentos e 196 mil unidades. A Região Metropolitana de São Paulo é o principal mercado brasileiro e concentrou 37% do VGV total lançado em 2013. Já o Rio de Janeiro, se destacou como o segundo maior mercado do país, com R$ 12,9 bilhões. São 206 empreendimentos compostos por 433 torres e 28.582 unidades. "No caso de São Paulo, houve uma expressiva valorização do metro quadrado, devido ao aumento de lançamentos de unidades compactas (de até 49m²) em regiões nobres, que chegaram a 36% do total. Os apartamentos menores agregam serviços e facilidades que trazem mais conforto ao morador, por isso são cada vez mais procurados e valorizados pelo comprador. Obras de infraestrutura também contribuem com a expansão do mercado imobiliário", completou.   Pacheco acrescentou ainda que no mês de maio há sete lançamentos previstos e que a taxa de inadimplência não é um problema para as incorporadoras. Segundo ele, há dois perfis de compradores: quem compra para morar e o investidor, que se divide em profissional e patrimonialista. “Temos uma cultura patrimonialista muito forte. O lançamento é uma poupança forçada. Além do patrimônio, o investidor tem chance de lucrar com ele [imóvel]. A expectativa é que 2014 seja melhor que 2013 em relação a lançamentos, e vendas no mesmo patamar.  Com tranquilidade temos 3 a 4 anos a frente de desenvolvimento de mercado”, garantiu. Ele afirmou ainda que as mudanças estruturais na capital fluminense por conta dos grandes eventos previstos como a Copa e as Olimpíadas alimentam o potencial de crescimento do mercado imobiliário no Rio de Janeiro. Para ele, Barra da Tijuca e Recreio, na Zona Oeste, Centro e Zona Norte são as áreas com mais possibilidade de desenvolvimento.   “Quem for investir, tem opções para diferentes consumidores. O legado desses grandes eventos, o transporte e a segurança trouxeram de volta bairros que estavam esquecidos, como a Tijuca, por exemplo. A população da Zona Norte é uma população que gosta de viver lá, com mobilidade e segurança, eles não têm porque sair de lá”, explicou. Homens compram mais Segundo a Lopes, a pesquisa apontou que a maioria dos clientes no Rio de Janeiro é composta por homens (67%) solteiros (49%), com idade média de 39 anos. Segundo o estudo, 70% deles possuem idades entre 25 e 49 anos.