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Caminhoneiros reclamam de fila para embarcar soja no porto do Maranhão

Porto da Ponta da Madeira realiza embarque do grão para o exterior. 2,5 mil toneladas de soja aguardam embarque para a China.

Caminhoneiros reclamam de fila para embarcar soja no porto do Maranhão Os caminhoneiros reclamam da demora para descarregar as cargas de soja em um porto de São Luís. Tem gente parada há mais de uma semana nos pátios cheios. Os caminhões ocupam os dois lados da rodovia que dá acesso ao Porto da Ponta da Madeira, onde é feito o embarque da soja para o mercado internacional. Os motoristas se queixam da lentidão para descarregar os grãos. O congestionamento ocorre em plena colheita da soja no Maranhão, no Piauí e no Tocantins, estados que utilizam o porto da Companhia Vale para mandar os grãos para o mercado externo. “O descaso da Vale é tão grande com esse recebimento que parece que ela recebe a soja fazendo um favor para alguém, que ela recebe a hora que bem lhe convém, que não se preocupa com o produtor e com estes caminhões que rodaram tanto tempo para chegar e depois ficarem parados por tantos dias”, desabafa o caminhoneiro José da Cruz. Ao todo, 2,5 mil toneladas de soja estão estocadas na carroceria dos caminhões à espera do embarque para a China. Tem caminhoneiro na fila há oito dias. Wilton da Silva viaja com a mulher e um bebê de nove meses e tem uma preocupação a mais. “De ser assaltado, é o maior medo que a gente tem. Você não sabe quem está esperando, né?”. Rodrigo Silveira é gerente de operações de uma fazenda com 46 mil hectares de soja no sul do Maranhão. Em plena safra, ele está com 56 caminhões parados no porto. “E vão chegar mais. A gente tem contratos a cumprir de venda e tem, no máximo, até o final do mês para entregar, mas desse jeito, não vamos conseguir e ainda teremos multa de contrato”. Alessandro Gama, gerente do terminal da Vale, explica que uma manobra no fim de semana alterou a rotina do porto. “Houve uma troca de navios e a taxa de recebimento de caminhões cresceu, assim como a fila, que estamos trabalhando para normalizar”, explica.