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Atraídos pelo preço, produtores de MT aumentam o cultivo do feijão

Estoque de sementes está bem abaixo do registrado em 2013. Saca de 60 quilos do grão está sendo vendida a R$ 120.

Atraídos pelo preço, produtores de MT aumentam o cultivo do feijão O plantio do feijão está se tornando uma boa opção para os agricultores de Mato Grosso na safrinha. A procura pelo grão cresceu bastante. Onde até poucos dias havia soja, já é possível ver as plantinhas novas de feijão. Dos 2,5 mil hectares plantados em uma fazenda em Primavera do Leste, Moacir Tomazetti destina 1,6 mil ao plantio do feijão na safrinha, das variedades carioca e caupi, também conhecidas como fradinho ou feijão de corda. Parte da produção é vendida como semente.   No armazém, o estoque de sementes para venda está bem abaixo do que havia nesta mesma época no ano passado. “O preço do grão melhorou bastante e consequentemente, a busca por sementes aumentou também comparando com 2013”, diz Gilvan de Souza, gerente comercial. A saca de 60 quilos do grão está sendo vendida a R$ 120. Já as sementes variam de R$ 6 o quilo da carioca a R$ 4,50 a semente do feijão caupi. A produção total de feijão, em Mato Grosso, somada todas as safras, deve chegar a 285 mil toneladas. O agricultor Jorge Borguetti acabou de semear 480 hectares com feijão carioca. Para garantir a produtividade, que em média tem sido de 50 sacas por hectare, uma das preocupações dele é manter as pragas controladas. O custo de produção deve aumentar em até 20% nesta safra. Um dos principais motivos é a tentativa de controlar a incidência da Helicoverpa armígera, que na safra passada também atingiu a plantação de feijão. Só na fazenda de Borguetti, as perdas foram de 5%. “A gente tem que procurar trabalhar desde o início, desde a geração da lagarta, porque depois que deixa crescer, fica mais difícil o controle”.